Abreiro
Abreiro é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Abreiro do Município de Mirandela, freguesia com 24,20 km² de área[1] e 200 habitantes (censo de 2021)[2], tendo, por isso, uma densidade populacional de 8,3 hab./km². Tem como principal atração o pelourinho centenário. A cerca de dois quilómetros da aldeia está localizada a Estação Ferroviária de Abreiro, servida pela Linha do Tua (atualmente, em funcionamento apenas entre as estações do Cachão e Carvalhais). HistóriaAbreiro foi vila e sede de concelho entre 1225 e o início do século XIX. Era constituído pelas freguesias de Abreiro, Navalho e Sobreira. Tinha, em 1801, 664 habitantes. Aquando da extinção as suas freguesias foram integradas nos concelhos de Lamas de Orelhão e Murça. Em 1747, Abreiro era uma vila, subordinada no secular estava subordinada à Ouvidoria de Vila Real, e no eclesiástico à Comarca da Torre de Moncorvo e Arcebispado de Braga, pertencendo à Província de Trás-os-Montes, distando da vila de Torre de Moncorvo cinco léguas ao Noroeste. Era do Marquesado de Vila Real, ao qual pagava cada morador da vila e seu termo seis reis de foro, vindo tudo a importar nove ou dez tostões. Era cabeça de concelho da jurisdição de Malta, terra do Senhor Infante D. Pedro. Deu-lhe foral ElRei D. Sancho I no ano de 1225. Era terra pouco sadia, quente e de ruins águas. A igreja paroquial era dedicada a Santo Estêvão, estando fundada em vale fora do povoado, donde se descobria de povoações somente a vila do Vieiro. Tinha três altares, o maior com o sacrário, e a imagem do Santo Patrono, e dois colaterais, um de Nossa Senhora e o outro de Cristo Crucificado. O pároco era vigário, da apresentação do Bailio de Leça, a quem pertencem os dízimos desta vila. Rendia a vigairia 8.600 reis em dinheiro, quarenta alqueires de trigo, e dois mais para hóstias, dois almudes de vinho, e seis arráteis de cera. Havia dentro da vila duas ermidas, uma de Santa Luzia, e outra de São Clemente, e outra do Espírito Santo que era de pessoa particular. Fora da vila, a um lado dela, na serra chamada por isso de Santa Catarina Virgem Mártir, há uma ermida desta santa, onde ainda então se viam vestígios de muralhas; e atestava a comum tradição que fora nos tempos antigos povoação dos árabes. Havia nesta ermida uma irmandade da Santa, erecta por Bula Pontifícia, e celebrava-se a sua festa a 25 de abril. Pelo que tocava ao civil, governava-se por dois juízes ordinários, vereadores com seus oficiais, subordinados ao ouvidor da Comarca de Vila Real, que os confirmava e entrava em correição desta vila. No militar tinha capitão com uma companhia de ordenança da vila e seu termo, que reconhecia ao capitão-mor da vila de Freixiel. Compunha-se a vila de setenta vizinhos, e gozavam os seus moradores dos privilégios de Malta, que são: não pagar foros de prazos; estar isentos de ir à guerra, exceptuando quando fosse necessário para Malta. Os frutos que recolhiam em maior abundância eram trigo, centeio, feijões e vinho. Também era abundante de caça miúda, do ar e rasteira, de coelhos e perdizes; e não o era menos de peixe, que lhe deixava o rio Tua, que corria junto à vila. Pertenciam à sua freguesia os lugares de Milhais, Longra, Navalho, e a metade do lugar de São Brás da Sobreira.[3] DemografiaA população registada nos censos foi:[2]
EconomiaAbreiro tem uma das maiores manchas de figueiras e uma grande tradição nesta cultura. Em Abreiro saem todos anos, em média, 15 a 20 mil quilos de figos, com a venda garantida a intermédios que se deslocam à aldeia para negociarem com os produtores.[6] Património
Povoações
Referências
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