Nota: Para o antigo serviço dos Caminhos de Ferro Portugueses com o nome semelhante, veja Alfa (serviço ferroviário). Para outros significados da palavra Alfa, veja Alfa (desambiguação).
Estações como Espinho, Pombal, Entroncamento, Santarém, Grândola, Ermidas-Sado, Funcheira e Santa Clara - Sabóia não dispõem de um serviço regular Alfa Pendular ao longo do dia, este parando aí apenas uma ou duas vezes por dia.[carece de fontes?]Guimarães tinha em 2016 duas ligações diárias de Alfa Pendular a Lisboa - Santa Apolónia, que foram acrescentados a Braga, passando de 2 a 4 ligações diárias à capital.[carece de fontes?][necessário esclarecer] Contudo a 18 de março de 2020, o Alfa Pendular deixou de servir Guimarães, com a CP a alegar falta de passageiros. Estas alterações foram feitas seis dias depois do Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, decretar o Estado de Emergência. Todavia após a pandemia este serviço não foi reativado.[6]
Classes
Este serviço dispõe de duas classes: Classe Turística (equivalente à Segunda Classe dos serviços Intercidades) - Carruagens 6 a 3 - e Classe Conforto (equivalente à Primeira Classe dos serviços Intercidades) - Carruagens 1 e 2.[carece de fontes?] O bar está localizado na carruagem 3.[carece de fontes?] As numeração das carruagens (1-6) segue de norte para sul.[carece de fontes?]
História
O serviço Alfa Pendular foi introduzido em 1999, ligando Lisboa ao Porto,[7] substituindo o serviço Alfa (prestado por composições do tipo locomotiva + carruagens),[8] que fazia o mesmo percurso.[9] A introdução do Alfa Pendular é considerada como um dos marcos mais importantes no desenvolvimento do transporte ferroviário em Portugal.[10]
Embora inicialmente o serviço das automotoras pendulares se tenha circunscrito apenas ao percurso entre Lisboa e o Porto,[7] já em 1996 se planeava a sua expansão a toda a rede base do sistema ferroviário português, que incluía as linhas onde circulavam os comboios Intercidades, formando um eixo entre Braga, Porto, Lisboa e Setúbal, com ligações ao Alto Minho, Douro Litoral, Beiras, Alentejo Litoral e ao Algarve.[11] Assim, a empresa Rede Ferroviária Nacional foi concluindo as suas empreitadas de modernização das Linhas do Minho e do Sul e do Ramal de Braga, permitindo em 2004 o prolongamento dos serviços Alfa Pendular até Braga e Faro, no âmbito do programa do Eixo Atlântico.[5]
Em 20 de Maio de 2016, o serviço Alfa Pendular bateu um novo recorde diário, tendo transportado 8080 passageiros nos 24 comboios que fez nesse dia — o segundo máximo de pessoas transportadas num dia em 2016, tendo alcançado os 7557 passageiros em 6 de maio.[12] Anteriormente, tinha alcançado um recorde de 7539 passageiros em 25 de Setembro de 2015, de 7236 passageiros em 30 de Maio de 2014, e de 6838 passageiros em 28 de Junho de 2013.[12] Em 2017, os comboios Alfa Pendular já tinham transportado mais 26 milhões de clientes, tendo percorrido uma distância superior a 45 milhões de quilómetros.[13]
Em 2020 os serviços Alfa Pendular tinham um índice de pontualidade diária de 76,7%, superando os números de 2019 com 65,2% e 2018 com 56,2%.[carece de fontes?]
Serviços comerciais
A CP opera os seguintes serviços com a caracterização Alfa Pendular (as letras pequenas indicam as estações onde nem todos os comboios que por lá passam fazem paragem):[14]
O serviço Alfa Pendular é realizado pelas 10 automotoras elétricas de seis carruagens[17] da série 4000 da C.P.,[7][4] também conhecidas como C.P.A.s (Comboio de Pendulação Activa) ou, simplesmente, pendulares. Fabricadas pela Fiat Ferroviaria[18] (adquirida pela Alstom em 2000) as carruagens foram então montadas nas instalações da antiga SOREFAME, na Amadora.[19]
As automotoras usadas são baseadas no modelo italiano da classe ETR 460 da família Pendolino[4] mas com as especificações da classe ETR 480, como o novo equipamento elétrico em bivolt, permitindo que possa operar tanto com uma tensão de catenária de 3 kV CC quanto com a de 25 kV 50 Hz CA. Estes comboios têm capacidade para transportar 301 pessoas, em duas classes:[4] 96 em classe conforto e 204 classe turística.[carece de fontes?]
As suas principais características técnicas são a potência de 4,0 MW, a velocidade máxima permitida de 220 km/h[4] e o sistema de pendulação activa que lhe permite fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais.[10]
Em 2017 iniciou-se o restauro de meia vida às automotoras do Alfa Pendular nas oficinas da EMEF.[13] Do ponto de vista do passageiro, o comboio tem um novo bar e novos W.C., novos interiores em todas as classes, e uma nova pintura exterior;[20] a rede wi-fi está mais rápida, e agora todos os bancos têm tomadas elétricas individuais.[13]
↑ abcPIRES, Paulo (Fevereiro de 2003). «Noticias». Maquetren (em espanhol). Ano 11 (119). Madrid: Revistas Profesionales. p. 90. ISSN1132-2036Verifique |issn= (ajuda)
↑«Noticias». Carril (em espanhol) (21). Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona. Setembro de 1987. p. 62
↑«Alfa Pendular chega a Guimarães». publico.pt. Consultado em 3 de junho de 2024. Em rigor, a CP apenas se limita a prolongar até Guimarães a marcha de um Alfa que até agora terminava no Porto. (...) No sentido contrário, o Alfa sairá de Guimarães (...)
↑«O Alfa já não chega a Guimarães». ominho.pt. Consultado em 3 de junho de 2024. Até 24 de março, o havia uma ligação por Alfa a Lisboa, a partir de Guimarães. O comboio saia de Guimarães às 06:39, chegava a Santa Apolónia às 10:40, a composição de regresso, saia de Lisboa às 20:00 e chegava à Cidade Berço um minuto depois da meia-noite.
MARTINS, João Paulo; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; LEVY, Maurício; AMORIM, Óscar (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas
REIS, Francisco Cardoso dos; GOMES, Rosa Maria; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN989-619-078-X
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