O Festival Eurovisão da Canção 1980 ocorreu em Haia, nos Países Baixos. Haia é a terceira mais populosa cidade dos Países Baixos (depois de Amesterdão e Roterdão), com uma população de 489 375 (2010) (população da área metropolitana: 600 000) e com uma área aproximada de 100 quilômetros quadrados. Está localizada no oeste do país, na província da Holanda do Sul, da qual também é capital. A cidade da Haia, assim como Amesterdão, Roterdão e Utrecht, é parte do conglomerado urbano de Randstad, com uma população cerca de 7,6 milhões habitantes. A Haia é a sede de facto do governo do país: todavia, oficialmente, não é a capital dos Países Baixos, pois, de acordo com a constituição, a capital é Amesterdão. A Haia é a sede do Eerste Kamer (primeira câmara) e da Tweede Kamer (segunda câmara), respetivamente as câmaras alta e baixa, que formam o Staten Generaal (literalmente, os "Estados Gerais"). O rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos vive e trabalha na Haia. Todas as embaixadas e ministérios estão localizados na cidade, assim como a Hoge Raad der Nederlanden (A Suprema Corte), o Raad van State (Conselho do Estado) e muitas organizações lobistas.
O festival em si realizou-se no Congresgebouw, é um local de concertos e centro de convenções em Haia, Países Baixos, perto dos edifícios do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, da Organização para a Proibição de Armas Químicas e um dos escritórios administrativos do Bacharelado Internacional. Foi inaugurado em 1969 e foi projetado no estilo funcionalismo holandês pelo arquiteto Jacobus Johannes Pieter Oud. O seu filho, Hans Oud, completou a construção após a morte de seu pai em 1963. Em 2006, uma parte do centro de convenções, incluindo o Statenhal, foi demolida para dar lugar ao edifício da Europol. Muitos concertos e festivais foram realizados lá antes, como o Festival de Jazz do Mar do Norte, e os Festivais Eurovisão da Canção de 1976 e 1980.
Formato
Israel, que venceu o festival em 1979, renunciou ao direito de sediar o evento, no dia 21 de agosto do mesmo ano. A IBA alegou que não poderia financiar outra produção internacional num curto espaço de tempo. Além disso, naquele ano, o governo israelita tinha cortado o orçamento do canal. Para piorar, a data marcada pela União Europeia de Radiodifusão coincidiu com o Yom Hazikaron que é o dia em memória as vitimas de guerra no país. Assim, Israel foi forçado a desistir do festival nesse ano.[1] Assim, a organização foi oferecida à BBC, como foi feito em algumas edições anteriores. Sem embargo, a BBC também renunciou ao evento, da mesma forma que a TVE, também renunciou —— apesar de que a Secretária de Turismo da Costa del Sol já estava trabalhando com a possibilidade do evento ser realizado no recém inaugurado Palácio de Congresos de Torremolinos em Málaga[2]. Após isso, o evento foi oferecido para todas as emissoras que participaram do ano anterior até que a televisão nacional dos Países Baixos, a NOS, decidiu assumir a organização do evento com um prazo apertado e em escala reduzida. De acordo com Yair Lapid, filho de Tommy Lapid que era o diretor geral da IBA a época, Lapid conseguiu convencer a Televisão dos Países Baixos, a assumir a ingrata missão de organizar evento de forma inesperada, quando ele percebeu que a realização consecutiva do evento poderia quebrar a emissora.[3].
O local que sediou o 1976, o Centro de Congressos dos Países Baixos, foi escolhido. Além disso, a mesma equipe de produção chefiada pelo design Roland de Groot foi recontratada. Devido ao baixo orçamento disponível,a organização holandesa optou por reciclar diversas partes do vídeo de abertura e do cenário de 1976. Como nos festivais de 1977 e 1978, não houve vídeos pré-gravados para a apresentação dos participantes, sendo que a NOS optou por usar apresentadores vindos de cada país participante. Apesar disso, a apresentadora Marlous Fluitsma apresentou o certame na sua maioria em holandês. A NOS conseguiu gastar apenas US$ 725 mil, um valor muito abaixo dos valores gastos pelas emissoras que organizaram o festival nos anos anteriores.[4]
Introdutores
Devido aos fatores supracitados,a organização local optou por não produzir os já conhecidos postcards e por ser a edição de número 25 do certame,a EBU e a NOS decidiram usar um introdutor para cada uma das 19 canções participantes. Os introdutores dirigiram-se aos telespectadores em uma das suas línguas nacionais A introdução da Irlanda foi feita em gaélico e foi a única a usar um idioma diferente da música do seu país, que era em inglês. Dinamarca, Finlândia, Portugal, Suécia e Turquia recorreram aos seus próprios comentaristas,enquanto outros 13 optaram por apresentadores de suas emissoras. A introdutora da participação local foi a própria apresentadora Marlous Fluitsma. [5]
Enquanto as músicas iam sendo introduzidas, as fotos dos seus autores, compositores e artistas participantes passavam no canto inferior direito da tela. Essas fotos foram tiradas durante as viagens promocionais dos participantes no período prévio ao concurso em diversos locais dos Países Baixos.
O vídeo introdutório começou com uma cena numa praia holandesa. Um violinista apareceu a tocar Te Deum por Marc-Antoine Charpentier. Das ondas, em seguida, emerge a sigla "25", lembrando o jubileu de prata do concurso que se comemorava naquele ano. Em seguida, o vídeo introdutório mostrado em 1976 foi mostrado.
A orquestra, dirigida por Rogier van Otterloo, estava novamente ao pé do palco e cercada por um recinto luminoso. O espaço dos introdutores, decorado com duas tulipas estilizadas, estava localizado à esquerda do palco; o quadro de votação e a mesa do supervisor, à direita. O palco, da autoria de Roland de Groot, foi emoldurado por um frontão à maneira dos templos gregos. O espaço era ocupado por um pódio de dois níveis, uma escada recuada de cinco degraus e três faixas horizontais curvas. Acima do palco havia móveis suspensos: seis meias elipses (duas das quais decoradas com um quarto de círculo vermelho) e dois trapézios. Todos esses elementos eram de cor neutra e revestidos de faixas claras. Eles mudavam, de acordo com as atuações, para cores creme, cinza, azul, rosa ou lilás.
Neste ano não houve os famosos postcards. Mas para marcar os vinte e cinco anos da competição, os organizadores pediram a um membro de cada delegação para apresentar a música do seu país. Os introdutores dirigiram-se aos telespectadores na sua própria língua nacional. A introdução da Irlanda foi feita em gaélico e foi o único a usar um idioma diferente da música do seu país, que era em inglês. Dinamarca, Finlândia, Portugal, Suécia e Turquia recorreram aos seus próprios comentadores, tendo os outros países recorrido a outros.[5]
Enquanto as músicas iam sendo introduzidas, as fotos dos seus autores, compositores e artistas participantes passavam no canto inferior direito da tela. Essas fotos foram tiradas durante várias viagens nos Países Baixos.
O intervalo foi ocupado pelo The Dutch Swing College Band, um grupo cujos membros eram de Aruba, Países Baixos Caribenhos e do Suriname. Eles interpretaram seu título de "San Fernando", acompanhado pelos Dançarinos de Lee Jackson, enquanto atrás deles, os motivos do cenário permaneceram em movimento.[4]
Cada país tinha um júri composto por 11 elementos, que atribuiu 12, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 pontos às dez canções mais votadas.Esta foi a primeira vez que se anunciaram os resultados por ordem crescente (1,2,3...)
O supervisor executivo da EBU foi Frank Naef, que teve que intervir três vezes para corrigir erros cometidos por Marlous Fluitsma.
Como um aceno às primeiras edições do concurso, a produção comunicou Marlous Fluitsma e os porta-vozes por meio de telefones, um diferente para cada país.
↑ abcdeDIAS, Patrícia Costa (2011). A Vida com um Sorriso - Histórias, experiências, gargalhadas, reflexões de Isabel Wolmar. Lisboa: Ésquilo. p. 86, 100. ISBN978-989-8092-97-7. OCLC758100535Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome ":0" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes