Ninigi-no-Mikoto (瓊瓊杵尊,Ninigi-no-Mikoto?) (também chamado Ame-nigishi-kuni-nigishi-amatsuhiko-hiko-ho-no-Ninigi-no-Mikoto) é, na mitologia japonesa, o neto da deusa Amaterasu. [1]
Nome e etimologia
Ninigi-no-Mikoto, significa "O Grande Deus Ninigi". Ninigi também pode ser traduzido como "Amado fabricante de joias". Outro nome dado a ele é Ame-nigishi-kuni-nigishi-amatsuhiko-hiko-ho-no-ninigi-no-Mikoto (天邇岐志国邇岐志天津日高日子番能邇邇芸命) ou “O Grande Deus Ninigi, da Casa Imperial, Filho do Sol de Muitos Talentos”. [2]
Mitologia
Segundo a mitologia japonesa Amaterasu enviou Ninigi-no-Mikoto para a terra, para ensinar o conhecimento sobre a plantação do arroz e governar o mundo (ou seja pacificar o Japão). Para cumprir essa tarefas Amaterasu forneceu-lhe três tesouros conhecidos como As tres Reliquias Imperial do Japão.[1]
A jóia Magatama de Yasakani Yasakani no Magatama (八尺琼曲玉, Yasakani no Magatama?), localizado no Palácio Imperial (Kōkyo), em Tóquio;
A espada de Kusanagi Kusanagi no Tsurugi (草薙剣,Kusanagi no Tsurugi?) localizado no Atsuta Jingu , em Nagoya .
Os dois primeiros artefatos foram utilizados para chamar a deusa Amaterasu para fora da caverna Iwayado, a espada foi encontrada por seu irmão Susanoo em uma das caudas do Dragão de Oito Cabeças e Oito Caudas (Yamata no Orochi).
Saruta-hiko , deus da Terra, tentou se opor a sua chegada, mas Ame-no-Uzume-no-Mikoto o acalmou e convenceu-o a partilhar o seu reino. Eles se casaram depois.
Ninigi e sua namorada Ko-no-Hana se encaminharam então para Himuka (日向,Himuka?) (atual Hyūga) , onde Ninigi construiu o seu palácio. Eles tiveram três filhos, Hosuseri, Hoderi e Hoori. No entanto, seu casamento não durou: Ninigi estava com ciúmes e desconfiado. Desesperada, Ko-no-hana incendiou sua cabana e morreu nas chamas. [3]
O primeiro imperador (lendário) do Japão foi Iwarebiko, bisneto de Ninigi, conhecido postumamente como Imperador Jimmu. Que estabeleceu o império no ano de 660 a.C.
O conto de Ninigi no Mikoto sendo enviado à Terra aparece no Nihon Shoki. [1]
Referências
↑ abcWilliam George Aston (traduction), Nihongi: Chronicles of Japan from the Earliest Times to A.D. 697, Tuttle Publishing, edição Tra, julho de 2005, Livro II, pag. 76 ISBN978-0-8048-3674-6
↑Gregory Wright. «Ninigi». Mythopedia (em inglês). Consultado em 19 de outubro de 2020
↑Ramos, Diogo (2017). XINTOÍSMO. [S.l.]: Leya, p. 35